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Notícias do Mercado de Seguros

​Velho dinheiro mostra força
Qua - Julho 5, 2017 2:15 pm  |  Artigo Acessos:7606  |  A+ | a-
Fonte: VALOR ECONÔMICO

Adiantar em vários meses os salários de todos os empregados, depósitos em contas de terceiros mediante a entrega de uma porcentagem do valor e até estocagem de combustíveis, passagens aéreas, medicamentos e joias.

O "jugaad" indiano, que no Brasil poderia ser traduzido como "jeitinho", criou as mais diversas maneiras de contornar a desmonetização promovida pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Apesar das estratégias da população e do discurso oficial de que a economia retornou à normalidade, sete meses depois que o governo anunciou o cancelamento das notas de 500 rúpias e mil rúpias (cerca de R$ 25 e R$ 50, respectivamente), o impacto da medida começa a ficar claro. O crescimento do Produto Interno Bruto desacelerou para 6,1% no primeiro trimestre de 2017. No trimestre anterior, a economia indiana havia crescido 7%.

Este é o quarto trimestre consecutivo em que a Índia desacelera, processo que a maioria dos analistas acredita ter sido impulsionado pela desmonetização. "A pronunciada tendência de queda no primeiro trimestre de 2017 sugere que uma desaceleração já estava em curso, mas foi intensificada pela retirada de circulação das notas", afirma Aditi Nayar, economista da Icra, agência de classificação de risco indiana ligada à Moody´s.

O crescimento foi bastante afetado pelo encolhimento de 3,7% na indústria da construção e pelo fraco crescimento de 2,2% nos setores financeiro, imobiliário e de serviços profissionais - os dados não consideram impostos ou subsídios. John Samuel Raja, fundador da plataforma How India Lives, que reúne indicadores do país, afirma que esses são setores onde o dinheiro em espécie predomina. "Ainda não é possível quantificar o impacto exato da desmonetização no crescimento, mas o último número mostra que a economia desacelerou significativamente. Os setores que desaceleraram são aqueles onde o dinheiro em espécie ainda reina."

Os impactos da medida que esvaziou 86% do dinheiro em circulação no país podem ser ainda maiores sobre a economia informal e a parcela mais pobre da população, já que a maior parte deles estão excluídos do sistema bancário do país. "As estatísticas do setor informal indiano chegam com atraso, e essa economia representa 70% do PIB da Índia", diz o economista Rammanohar Reddy, autor do livro "Demonetisation and Black Money" (Desmonetização e dinheiro sujo). Ele diz que os números definitivos sobre a produção desse setor só serão divulgados um ano depois dos dados da economia formal.

Quando Modi anunciou a desmonetização, seu foco não era o crescimento da economia, mas a luta contra a corrupção e o terrorismo. Em seu discurso inicial, no dia 6 de novembro, o primeiro-ministro afirmou que embora a Índia seja "número 1" em crescimento no mundo - posição que acaba de perder para a China com o último resultado do PIB -, essa liderança não se reflete nos rankings de luta contra a corrupção. "Por anos, esse país sentiu a corrupção, o dinheiro sujo e o terrorismo nos atrasar na corrida em direção ao desenvolvimento."

Narendra Modi deu aos indianos até o dia 30 de dezembro para que eles depositassem as notas banidas, criou limites para saques, estabeleceu regras para trocas de notas antigas por novas e determinou quais estabelecimentos poderiam aceitar notas antigas, como farmácias, postos de combustíveis e companhias de trem e de avião. Algumas semanas depois, diante de filas caóticas nos bancos e relatos de múltiplas trocas de notas em diferentes estabelecimentos, algumas regras mudaram, causando ainda mais ansiedade na população. Outras medidas pouco ortodoxas foram tomadas, como marcar com tinta permanente a mão direita dos que realizavam trocas de dinheiro.

Três semanas depois do anúncio da desmonetização, Modi passou a afirmar que a medida reduziria a dependência da Índia em dinheiro - mais de 90% da compra de itens básicos no país é realizada em espécie. Crítico da medida, o especialista em economia paralela Arun Kumar avalia que o governo mudou seu discurso ao se dar conta que não seria bem-sucedido em combater a corrupção por meio da troca de cédulas.

"O governo rapidamente percebeu que a desmonetização era um grande erro em termos econômicos. Então, eles começaram a mudar seu discurso e dizer que o principal objetivo era digitalizar a economia. Mas mesmo essa meta requer preparação. É preciso educação financeira, segurança digital e infraestrutura como computadores, eletricidade e internet", afirma. Segundo o Banco Mundial, 20,8% dos indianos não têm acesso a eletricidade. No Brasil essa taxa é de apenas 0,3% - os dados são de 2014.

Um mês depois da medida, em 7 de dezembro, o Banco Central indiano anunciou que 76% do dinheiro desmonetizado já havia voltado para o sistema bancário. A divulgação do número final de notas depositadas nunca aconteceu, mas, mesmo diante da ausência de dados oficiais, há pouca dúvida de que a maior parte do dinheiro foi depositada, contrariando as expectativas do governo de que a população evitaria o depósito de grandes somas para não chamar atenção das autoridades fiscais.

Em resposta, o governo pediu explicações para 1,8 milhão de entidades que teriam depositado notas que não correspondiam aos seus ganhos declarados. "Cerca de 871 mil mandaram suas explicações. O departamento de impostos vai agir contra aqueles que não responderam", disse o ministro das Finanças, Arun Jaitley. O ministro afirmou ainda que os números obtidos pela medida vão ajudar o governo a expandir a base fiscal e aumentar as receitas com impostos, "o que era um dos objetivos da desmonetização".

Essa é uma das possíveis consequências benéficas do recolhimento das cédulas, segundo o último relatório sobre a economia asiática do Fundo Monetário Internacional (FMI): "Com apenas 1% da população indiana pagando imposto de renda, o espaço para ampliar a base fiscal é claramente imenso".

Em relatório sobre a economia asiática, a Organização das Nações Unidas (ONU) também estimou que a iniciativa traria mais formalização e impulsionaria as transações digitais, aumentando a base fiscal. Além disso, destaca o relatório, "a medida, na prática, transferiu o dinheiro sujo não depositado para o governo. Estimativas preliminares calculam em 97% a recuperação das notas, o que implicaria um aumento de 3,16% nas receitas fiscais para o governo".

A ONU, no entanto, avalia que a medida não é suficiente para impedir os fluxos de dinheiro sujo. "Estimativas sobre o tamanho da economia paralela variam entre 20% e 25% do PIB, mas somente 10% desse total estaria alocado em dinheiro. Medidas complementares seriam necessárias para atingir a todos os tipos de riqueza e ativos não declarados." O governo tem prometido novas medidas para enquadrar sonegadores e informais. Aparentemente, a desmonetização é só o começo.
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