|
Introdução:
Cada vez mais estão
aparecendo vírus e worms que tiram proveito dos recursos
de compartilhamento para, de forma automática e através
das redes locais e Internet, infectar o maior número possível
de sistemas. Por tal motivo iremos detalhar um pouco mais
como atuam essas pragas, além de dar algumas dicas para
se proteger dessas pragas modernas:
Entre as várias funções de uma rede local, serviço que integra
o Windows desde a versão 3.1/3.11, se encontram as que tornam
possível compartilhar recursos (em geral arquivos e impressoras)
com todos os usuários de uma determinada rede local.
Situação mais encontrada em campo:
Embora se recomende sempre configurar os recursos, compartilhados,
para delimitar que apenas usuários que possuam senhas que
definam permissão de acesso de leitura e/ou escrita, na
verdade o que vemos mais habitualmente é que, por descuido
ou por excesso de confiança, se compartilham tais recursos
sem nenhum tipo de restrições, nem se implementa uma política
de segurança de rede.
Uma das configurações mais comuns, e com certeza absolutamente
perigosa, é a que permite criar compartilhamentos sem senha
e com permissão de escrita no disco inteiro (compartilhando
o drive C:\ e portanto todos os demais subdiretórios dessa
partição) de todos os equipamentos de uma rede local. Desta
maneira, os usuários podem acessar qualquer pasta e arquivo
de outras máquinas, sem necessidade de possuir os privilegios
adequados, e nem mesmo ter que digitar uma senha.
Estas situações se convertem no caldo de cultivo, por excelencia,
dos códigos maliciosos que são escritos para se aproveitar
dos recursos compartilhados, já que isso lhes permite copiar-se
em todos os computadores sem nenhum tipo de limitação. Pior
ainda, ao compartilhar toda a unidade, possibilita que os
worms penetrem na pasta de "Inicio" do Windows, e portanto
que eles possam ser executados de forma automática quando
se reinicie tal sistema.
Medidas para configurar a Segurança
Máxima na Rede:
» 1- Instalar em cada micro da rede, e também no
servidor, um bom anti-vírus, mantendo-o sempre atualizado
(pelo menos uma vez por semana), que seja capaz de detetar
e eliminar qualquer código malicioso, mesmo os mais recentes.
» 2- Limitar ao máximo o número total de recursos
compartilhados entre as máquinas da rede local. Só compartilhe
o que for estritamente necessário, e apenas nas estações
de trabalho em que os usuários certos devam trabalhar.
» 3- Compartilhar apenas as pastas estritamente necessárias
(veja próximo item), e configurar os compartilhamentos de
sorte a que apenas usuários com privilégios adequados tenham
acesso a tais recursos. Se possível dar apenas direitos
de leitura. Se necessitar de dar direitos de escrita, veja
se pode ser implementada a solução seguinte.
» 4- Se a rede conta com um servidor de arquivos,
prefira utilizá-lo para efetuar todos os compartilhamentos
de informações do sistema - principalmente aqueles de escrita
- em lugar de empregar unidades compartilhadas entre os
PCs da rede, já que trata-se de sistemas especializados
nesse tipo de tarefa, e que ainda podem oferecer mais garantias,
tanto a nível de segurança como, também, de performance
da rede.
» 5- Se a rede conta com um servidor de arquivos,
faça-o um controlador de domínio (isto é um PDC - Primary
Domain Controler) obrigando que todos os usuários tenham
que primeiro se autenticar no PDC, antes de poder obter
acesso à rede local, e portanto às demais máquinas com menor
poder de segurança intrínsica.
» 6- Implemente políticas rígidas de segurança no
PDC, o que diminuirá sensivelmente as brechas por onde possam
penetrar os novos vírus e principalmente os worms mais elaborados.
Se for possível, e houver conhecimento técnico para tal,
lance mão das Group Polices do Windows NT - com elas
dá para restrigir a liberdade dos usuários menos técnicos,
diminuindo ainda mais as brechas na segurança de seus dados.
|