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Vírus de Programa
(File Infecting Viruses):
Os vírus de Programa
são os vírus que mais danos causam, eles atacam os arquivos
executáveis, muitas vezes sobrescrevendo o código original,
causando danos - quase sempre - irreparáveis.
A única maneira de
ser infectado por este tipo de vírus é rodando um arquivo
já infectado no seu computador. Várias fontes podem ter
sido a origem do arquivo infectado: Internet, Rede Local,
BBS, um disquete. Não importa, após você rodar o arquivo
infectado o vírus se ativa, em geral se torna residente
em memória, e passa a contaminar outros executáveis, seja
os que são executados após o vírus ser ativado, ou mesmo
os arquivos que estão no diretório atual, ou ainda nos novos
disquetes que você inserir à partir daí nos seus drives.
Alguns vírus de programa
geram "arquivos companheiros" (do inglês Companion
Files), isto é, para um certo arquivo XPTO.EXE eles criam
um companheiro de mesmo nome mas com a extensão .COM (que
o DOS sempre executa
primeiro).
A partir do aumento
da eficácia dos programas anti-vírus, que foram aparecendo
ao longo do tempo, os criadores de vírus foram utilizando
diversas técnicas para camuflar seus pequenos rebentos,
entre as quais podemos citar:
- o POLIMORFISMO (onde o código
do vírus se altera constantemente);
- a ENCRIPTAÇÃO (onde o código do
vírus é encriptado);
- a INVISIBILIDADE (técnica de STEALTH,
onde o código do vírus é removido da memória)
Vírus de Boot
(Master Boot Record / Boot Sector Viruses):
Este tipo de vírus
infecta o registro mestre do Sistema (o Master Boot Record
- MBR) dos discos rígidos e/ou a área de boot (Boot Sector)
dos disquetes, e devido a tais áreas sempre serem executadas
antes de qualquer outro software (incluindo qualquer programa
Anti-Vírus), tais vírus são os mais comuns, e os mais bem
sucedidos do mundo. Em geral tais tipos de vírus respondem
por mais de 65% (a McAfee diz serem mais de 80%) das ocorrências
de ataque de vírus.
A única maneira de
um computador se contaminar com tal tipo de vírus é na tentativa
de dar boot através de um disquete contaminado. O setor
de boot de um disquete possui o código para determinar se
um disquete é "bootável", ou para mostrar a mensagem:
"Disquete Sem-Sistema ou Erro de Disco".
É este código, gravado no setor de boot, que ao ser contaminado
por um vírus de Boot assume o controle do micro. E assim
que a mensagem acima é mostrada na tela já será muito tarde,
seu computador já estará infectado.
Assim que o vírus é
executado ele toma conta da memória do micro, e infecciona
o MBR do disco rígido. A cada vez que um disquete não contaminado
é colocado no drive, e se faz uma simples leitura do diretório,
pronto: um novo disquete contaminado está pronto para rodar
o mundo, espalhando a infecção.
Enquanto tais vírus
ficam residentes em memória é quase impossível se descobrir
o código do vírus, pois mesmo que se usem programas utilitários
(tais como o Norton Editor) o vírus intercepta qualquer
chamada do sistema que se dirija à MBR e redireciona tal
chamada para um setor em que o vírus gravou o MBR original
(e não infectado) do disco.
Para dificultar ainda
mais a detecção alguns vírus não tentam contaminar todo
o disquete que encontrar no drive, e alguns nem sempre ficam
residentes em memória no primeiro boot. Tais técnicas tornam
ainda mais problemático o processo de se detectarem tais
vírus.
A maioria dos vírus
de Boot causam danos, seja diretamente como resultado do
seu ataque, ou indiretamente ao gravar a área original do
MBR ou do Boot Sector em outro setor, que pode estar ocupado,
sendo portanto sobrescrito.
Vírus de Macro
(Macro Viruses):
Este tipo de vírus
age através de macros embutidas num documento do Word, ou
mais recentemente numa planilha do Excel. A simples abertura
do documento pode ativar tal vírus. Quando a macro é ativada
(em geral é a macro AutoOpen - tipo de Autoexec das macros)
os comandos nela existente se auto copia, além que qualquer
outra macro que o vírus necessite, em geral para a memória
e em muitas vezes para o MODELO global do Word, o arquivo
NORMAL.DOT, donde o vírus contaminará qualquer novo documento
que for criado, ou qualquer documento que for aberto.
À partir deste momento
os vírus de Macro tentam se disseminar para outros documentos,
seja através da troca de disquetes, seja pela Rede Local,
ou mais recentemente pelas mensagens de E-mail da Internet.
Documentos são muito
móveis, muito mais que arquivos executáveis, passando de
mão-em-mão (e portanto de máquina em máquina) entre colegas
de trabalho, amigos e outras pessoas, que ao escreverem,
editarem, ou simplesmente lerem tais arquivos se contaminarão
pelo vírus de Macro. Tal característica causa uma verdadeira
epidemia - em pouquíssimas horas - dentro de pequenas ou
grandes empresas.
Atualmente pelo menos
60% dos novos vírus descobertos no mundo são do tipo Vírus
de Macro. Além de tudo são mais fáceis de escrever que os
demais tipos de vírus. |