| CARACTERÍSTICAS
DOS VIRUS |
| Tabela
dos Tipos de Vírus Mais Freqüentes |
| Tipo de Vírus |
Método de Infecção |
Vírus Mais Conhecidos |
Como se Evitar tal Vírus |
| Vírus de
Boot |
A partir de
um boot feito com um disquete contaminado,
que tenha sido deixado no drive A: |
AntiCMOS
AntiEXE
Form.A
Leandro & Kelly
NYB (New York Boot)
Ripper
Satria.A
Stealth_C
Stoned
Michelangelo |
Use um anti-vírus com um detector
de ação de vírus;
Não deixe disquetes no drive A:;
Altere o SETUP para o micro dar boot
na seqüência C:, A:. |
| Vírus de
Programa |
Ao rodar
um programa, do disco rígido ou de disquete, que
esteja contaminado. |
Alevirus.1613
Athens (Atenas)
FroDo.4096
Junkie
Jerusalem
Joshi
Market.1533 |
Rode o anti-vírus sempre que
receber um novo programa;
Use um anti-vírus com um detector
de ação de vírus;
Nunca rode um programa compactado,
sem antes checar a presença de vírus dentro do
arquivo compactado. |
| Vírus
de Macro |
Ao executar
uma macro num Processador de Texto (do tipo
Word, o mais comum dos aplicativos atacado)
ou mesmo apenas abrir um documento que possua uma
macro do tipo "Auto-Open".
|
MDMA.C
Bad Boy
Concept
Hare.7610
Helper
Pathogen
Wazzu |
Rode o anti-vírus sempre que
receber um novo documento (principalmente se for
do tipo Word);
Use um anti-vírus com um detector,
residente na memória, de ação de vírus;
Sempre cheque TODOS OS ARQUIVOS
de qualquer disquete recebido (ou E-mail
ou Download pela Internet). |
| Vírus
Multipartite |
A partir
de um boot feito com um disquete contaminado
no drive A:,
ou ao rodar
um programa que esteja contaminado. |
One
Half
Junkie
Natas
Parity Boot
VCL |
Faça como apontado nas opções
Vírus de Boot e Vírus de Programa, já que este tipo
de vírus ataca de qualquer uma dessas duas maneiras.
|
TIPOS
DE VIRUS E SUAS CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
Vírus de BOOT (Vírus de Setor
de Boot):
Vírus de Boot são o
tipo de vírus mais comum entre todos os vírus existentes
no mundo. Tudo que é preciso para se infectar com este tipo
é simplesmente esquecer um disquete contaminado dentro do
drive A:. Esse disquete não precisa ser do tipo que dá boot,
na verdade quando você ver a mensagem que o disco está sem
sistema já é tarde demais, seu micro já está contaminado.
Para contrabalançar,
os vírus de Boot são os mais fáceis de detectar, e eliminar.
Vírus de Programa:
Vírus de Programa existem
aos milhares, e infectam - normalmente - os arquivos com
extensão .EXE e .COM. Alguns contaminam arquivos
com outras extensões, tais como .OVL e .DLL,
que na verdade são executáveis, mas de um tipo um pouco
diferente.
Os mais bem escritos
dentre os vírus de Programa se replicam, contaminando outros
arquivos, de maneira silenciosa, sem jamais interferir com
a execução dos programas que estão contaminados. Assim os
usuários não vêm nenhum sinal exterior do que está acontecendo
em seu micro.
Alguns dos vírus de
Programa vão se reproduzindo até que uma determinada data,
ou conjunto de fatores, seja alcançada. Aí começa o que
importa: eles destroem algo em seu micro.
Muito embora os vírus
de Programa não sejam muito difíceis de se pegar, os danos
que esses tipos de vírus causam são, muitas vezes, de impossível
recuperação, já que pedaços inteiros dos programas acabam
corrompidos pelos vírus. Assim sendo em geral a única alternativa
é de reinstalar os aplicativos contaminados desde os discos
originais, e reconfigurá-los novamente.
Vírus Multipartite:
Os vírus deste tipo
são, na verdade, uma mistura dos tipos de Boot e de Programas.
Eles infectam ambos: arquivos de programas e setores de
boot, o que os tornam muito mais eficazes na tarefa de se
espalhar, contaminando outros arquivos e/ou discos, mas
também mais difíceis de serem detectados e removidos.
Devido à imensa disputa
entre os que escrevem os vírus, e as empresas que vivem
de ganhar dinheiro, muito dinheiro, à caças de suas obras,
cada vez mais têm aparecido vírus que tentam ficar cada
vez mais camuflados, de tal sorte a poderem passar despercebidos
para os produtos anti-vírus. Assim apareceram os vírus denominados
vírus polimórficos, cuja principal característica é de estarem
sempre em mutação.
Essa permanente mutação
tem como objetivo alterar o código do próprio vírus, dificultando
sobremaneira a ação dos anti-vírus, que em geral caçam os
vírus através de uma assinatura digital, que sabem ser parte
integrante de um dado vírus. Nesses casos, como o código
do vírus se altera a cada infecção, dificilmente os programas
anti-vírus menos atualizados reconhecerão as novas formas
dos velhos vírus.
Vírus Stealth (Vírus Invisíveis):
Mais uma variação sobre
o mesmo tema, desta vez os vírus que trazem a característica
de "stealth" tem a capacidade de,
entre outras coisas, temporariamente se auto remover da
memória, para escapar da ação dos programas anti-vírus.
Note bem:
os vírus do tipo polimórfico ou do tipo stealth são, na
verdade, espécimes que se enquadram num dos tipos acima
descritos, sendo estes adjetivos utilizados para descrever
capacidades adicionadas aos mesmos, para que sejam os mais
discretos possíveis, impedindo tanto quanto possível a sua
detecção pelos programas anti-vírus.
» Leia mais sobre vírus polimórficos
neste artigo.
Bom, como podemos
observar lendo todos os detalhes acima citados, todos os
vírus eram programas que se alojavam em outros programas,
de tal sorte que podíamos garantir não haver possibilidade
de um vírus ser achado a não ser dentro de um programa executável.
É uma pena, mas desde
meados de 1995 isto não é mais tão simples assim. Naquele
ano surgiu o vírus Concept, que finalmente deu salto
quântico na tecnologia de construção de vírus, já que agora
o vírus se tornou um conjunto de macros (comandos
de programação interna) que são executadas de dentro de
documentos do programa Word, através da macro AutoOpen,
que é uma macro que sempre se auto-executa a cada abertura
do documento (pelo programa Word).
Embora tal vírus não
seja destrutivo, a ele se seguiram outros, que passaram
a ser chamados de Vírus de Macro, e que podem causar grandes
estragos aos documentos e a outros arquivos do disco.
Para completar, em
1996 surgiu o primeiro, e ainda parece que o único, vírus
que se aloja em planilhas do Excel, o Vírus Laroux,
embora não tenha conhecimento de ataques deste vírus no
Brasil.
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