Os dados confirmam: vivemos um apartheid digital. Apenas 12,46% da população brasileira tem acesso a computadores. Quando a questão é Internet, o índice cai ainda mais, somos apenas 8,31% conectados à rede mundial. A maioria destes poucos incluídos digitais, cerca de 97%, se concentra na área urbana, acentuando ainda mais o desnível e deixando as zonas rurais praticamente na escuridão digital. Estes percentuais expõem o cenário de exclusão digital em que vive grande parte da população brasileira.
A informática ainda é um privilégio de poucos brasileiros e sua relação com a pobreza é direta, concluiu estudo da Fundação Getúlio Vargas divulgado hoje. São quase 150 milhões sem acesso a computadores, contra 26 milhões de incluídos digitais, o que mantém o país em posição próxima a Índia e África do Sul no mundo.
Apesar disso, o Brasil registra taxas de crescimento expressivas em relação a poucos anos. De 2000 para cá, o aumento do acesso ao computador foi da ordem de 50%, segundo o estudo da FGV, que mostrou ainda que de quatro em quatro meses 1 milhão de pessoas entram no time dos incluídos digitais.
A questão que se coloca é como acelerar essa revolução digital, já que por mais que se cresça, estaremos sempre atrás do crescimento de outros países, inibindo a nossa competitividade".
A análise mostra que o aumento da inclusão pode viabilizar diretamente a redução da pobreza no país. Por isso mesmo, o caminho apontado é o investimento no aumento da inclusão digital das escolas, que funcionam como ponta de irradiação para as comunidades carentes.
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Os
cinco Estados MAIS incluídos
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Os
cinco Estados MENOS incluídos
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1º
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Distrito
Federal |
1º
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Maranhão |
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2º
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São
Paulo |
2º
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Piauí |
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3º
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Rio
de Janeiro |
3º
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Tocantins |
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4º
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Santa
Catarina |
4º
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Acre |
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5º
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Paraná |
5º
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Alagoas |