ACESSO À INFORMAÇÃO PROMOVE A INCLUSÃO DIGITAL

A possibilidade de uso de computadores, apesar de sua importância para o acesso à informação e para a entrada no mercado de trabalho, continua restrita a poucos. A chamada exclusão digital pode significar um aprofundamento ainda maior da divisão entre as populações dos países ricos e dos países pobres, dificultando o processo de desenvolvimento do Terceiro Mundo.

Entre outras iniciativas para combater o problema, distribuídas por todo o Brasil, têm sido criados Telecentros, como na Cidade de SaoPaulo, que são espaços de contato das populações pobres com microcomputadores e com as informações necessárias para o seu uso. O diferencial dos Telecentros com outros projetos de inclusão digital é sua forte ênfase no uso dos computadores para a inclusão social.

Os Telecentros são espaços públicos, constituídos através de parcerias entre o governo e as comunidades locais, organizações não governamentais e iniciativa privada. São locais onde estão disponíveis tecnologias de informação e comunicação para pessoas que têm pouca ou nenhuma oportunidade de usar ou aprender a usar essas tecnologias.

O acesso à informação, proporcionada pelo uso dos computadores conectados à Internet, pode levar à inclusão social. O grande equívoco é que tratamos inclusão digital como democratização apenas da informática, e não da informação. O que tem potencial transformador não é a informática, mas a informação. A inclusão digital não consiste apenas em trabalhar os dados, mas também as informações.