Logo Corretores de Seguros
Fenacor

SITES RESPONSIVOS PARA
CORRETORES DE SEGUROS
Associe-se ao serviço
Faça sua Incrição

Sites Responsivos

Ajusta-se a tablets e celulares,
aparecem mais na busca do Google.

Blog
SEO
Facebook Ads
Google Adwords
Sites Personalizados

Consulte-nos

Benefícios


Site Responsivo
Padrão ou Personalizado
Chat Online
Suporte
10 contas de e-mail
Atualização de conteúdo

Veja os modelos Padrão

Valores


Tax de Instalaçao do Site Padrão
R$ 379,90 (parcela única)

Mensalidade
R$ 39,90

Faça sua Inscrição

MODELOS


Sites Responsivos ajustam-se às telas dos dispositivos eletrônico, reposicionando automaticamente os elementos do site em cada dispositivo utilizado, a fim de mantê-lo funcional em vários formatos e tamanhos de tela.

Ter um site responsivo, é fundamento para que sua empresa se destaque nos mecanismos de buscas.

O Site Responsivo também possibilita ao usuário uma experiência agradável na navegação.

Com conteúdos relevantes e posicionamentos adequado de cada item inserido no site, o cliente recebe informações claras e objetivas sobre sua empresa e seu produto.

ESCOLHA SEU MODELO

Clique nos botões abaixo e veja as cores dos modelos e um exemplo de como ficará seu site.

Clique nos botões abaixo e veja as cores dos modelos e um exemplo de como ficará seu site.

Clique nos botões abaixo e veja as cores dos modelos e um exemplo de como ficará seu site.

Clique nos botões abaixo e veja as cores dos modelos e um exemplo de como ficará seu site.


Notícias do Mercado de Seguros

Crise atrasa a volta do investimento, afirma Werlang
Qua - Julho 5, 2017 2:14 pm  |  Artigo Acessos:4132  |  A+ | a-
Fonte: VALOR ECONÔMICO

Ao dificultar a aprovação da reforma da Previdência, a nova crise política afeta a queda do juro de longo prazo e retarda a recuperação do investimento, avalia Sergio Werlang, ex-diretor de Política Econômica do Banco Central (BC).

"Eu acreditava que, com uma boa reforma da Previdência, a taxa poderia chegar a 4%. Acho que agora 5% já virou piso. É daí para cima, infelizmente", diz Werlang, referindo-se ao juro de longo prazo, descontada a INFLAÇÃO.

O resultado é um crescimento menor, observa ele. Se antes via a possibilidade de o Produto Interno Bruto (PIB) avançar de 2% a 2,5% no ano que vem, há uma possibilidade de um número abaixo de 2%. "Se a reforma da Previdência não for aprovada, esse número pode ser bem menor. O problema todo é que o investimento continua sem puxar a economia. As pessoas estão com medo de investir", diz Werlang, hoje professor e assessor da presidência da Fundação Getulio Vargas (FGV). Para 2017, existe a possibilidade de um número negativo, mas, se ocorrer, será algo próximo de zero, avalia ele.

Werlang destaca que "investimentos em projetos de longo prazo exigem estabilidade, e estabilidade exige equilíbrio fiscal". Sem mudanças no sistema de aposentadoria, o projeto que limita o crescimento dos gastos da União deixa de ser viável em poucos anos, segundo ele.

Na visão de Werlang, o Comitê de Política Monetária (Copom) agiu bem ao manter o ritmo de corte de juros em um ponto percentual na reunião de maio, e em não acelerá-lo para 1,25 ponto. Para ele, há possivelmente espaço para mais duas reduções de 0,75 ponto percentual, o que levaria a Selic para 8,75% ao ano - hoje, a taxa está em 10,25%. Com uma INFLAÇÃO de 4% para os 12 meses seguintes, o juro real ficaria na casa de 4,6%, pouco mais de um ponto percentual abaixo da taxa das NTN-Bs (títulos públicos corrigidos pelo IPCA) com vencimento em 2050, na casa de 5,7% ao ano. Com INFLAÇÃO abaixo da meta, o juro pode ficar por algum tempo abaixo da taxa de longo prazo (ou neutra, a que permite a economia crescer sem gerar pressões inflacionárias), diz Werlang, que não acredita haver terreno para a Selic recuar para a casa de 7% a 8%, como defendem alguns economistas. " Diria que 8,75% já é um número forte." Cortes abaixo disso implicariam juro muito abaixo da taxa neutra.

Um dos responsáveis pela implementação do regime de metas de INFLAÇÃO, em 1999, Werlang diz ser contra a redução do alvo a ser perseguido pelo BC em 2019, para 4,25% - segundo a jornalista Claudia Safatle, colunista e diretora adjunta de redação do Valor, o Conselho Monetário Nacional (CMN) tomará essa decisão na reunião do dia 29. Para Werlang, o ideal é manter a meta em 4,5%, nível que vigora desde 2005. Ele considera esse número adequado para o Brasil, um país que tem muitas despesas fixas nominalmente, como o salário dos funcionários públicos.

"Nós temos um problema fiscal enorme, que precisa ser resolvido. E esse problema fiscal enorme é resolvido mais facilmente com um pouquinho mais de INFLAÇÃO", diz ele. Com isso, é possível diminuir um pouco mais rapidamente em termos reais despesas como os salários dos servidores, segundo Werlang. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Valor: O PIB do primeiro trimestre cresceu 1%, mas a expansão foi muito concentrada na agropecuária. O que o resultado diz sobre a economia brasileira?

Sergio Werlang: Já se esperava que o resultado mostrasse um número relativamente elevado e que seria muito concentrado na agropecuária. Um pouco da surpresa, para mim, é que houve crescimento também da indústria. Isso eu achei bom. É o que era esperado, e representa simplesmente o fato de que o Brasil de fato está começando a se recuperar. Mas não era claro, mesmo se não tivessem ocorrido os eventos políticos recentes, que o segundo trimestre seria positivo. Poderia ser até ligeiramente negativo, mas isso não significaria que a recuperação não começou. No entanto, por causa dos problemas políticos, nós estamos com uma dificuldade muito grande de aprovação da principal reforma necessária, que é a da Previdência. Acho até que a trabalhista vai passar, o que já será bom, mas a previdenciária é necessária para que a PEC do teto de gastos possa ser colocada para trabalhar de verdade daqui a uns três anos. Eu sei que é chover no molhado, mas é verdade. Não adianta inventar outra coisa, porque é isso o que está no cerne do problema.

Valor: Qual é o impacto do atraso em se aprovar a reforma da Previdência?

Werlang: Como a reforma da Previdência está demorando, os investimentos que estavam começando a ocorrer com mais rapidez, com mais vontade, vão esperar um pouco mais. Investimentos em projetos de longo prazo exigem estabilidade, e estabilidade exige equilíbrio fiscal. Não é possível fazer investimentos de longo prazo numa economia em que a relação dívida/PIB não tem uma trajetória clara de pelo menos parar de crescer e, em algum momento, começar a voltar para o que era.

Valor: Quais devem ser outros efeitos do adiamento ou não aprovação da reforma da Previdência?

Werlang: Há vários impactos importantes. O primeiro é que a taxa de juros de longo prazo não vai cair tanto quanto deveria cair. Vai continuar um juro real mais alto. Haverá maior necessidade de financiamento no futuro, maior necessidade de caixa do Tesouro no futuro e, portanto, juro maior do que seria necessário de outro modo. Nós estávamos com os juros das NTN-Bs chegando na faixa de 5%. Eu acreditava que, com uma boa reforma da Previdência, a taxa poderia chegar a 4%. Acho que agora 5% já virou piso. É daí para cima, infelizmente. A NTN-B de 2050 está com juro por volta de 5,7%. Com isso, a taxa de juros não pode cair demais. Você pode até ter a Selic caindo um pouco mais agora, porque a INFLAÇÃO está muito baixa. Mas, no médio prazo, se continuar como está, vai ter que voltar a subir, porque a taxa de juros de longo prazo está nessa faixa de 5,7%.

"Com uma boa reforma da Previdência, o juro real de longo prazo poderia chegar a 4%. Acho que 5% já virou piso"

Valor: A redução estrutural da taxa de longo prazo é prejudicada pelo adiamento ou pela não votação da reforma da Previdência.

Werlang: Exatamente. Enquanto antes estava com cara de que essa taxa poderia cair para 4%, agora parece que não cai abaixo de 5%. Essa é a principal consequência. E isso quer dizer o quê? Crescimento menor.

Valor: Muitos bancos e consultorias revisaram o PIB de 2017 e de 2018 para baixo. Podemos ter mais um ano de PIB negativo?

Werlang: Possível é, mas se for negativo será muito próximo do zero. Está dentro do erro de previsão do número. Se for negativo, o que acho que pode ocorrer, é como se fosse zero estatisticamente. Do mesmo modo, se for positivo, um crescimento de 0,3%, é zero estatisticamente. Um número até 0,5% em 2017 é o que estava na minha cabeça no começo do ano. Mas, para 2018, já era bem mais, era algo como 2%, 2,5%, era um número bem mais forte. Se a reforma da Previdência não for aprovada, esse número pode ser bem menor. O problema todo é que o investimento continua sem puxar a economia. As pessoas estão com medo de investir. As pessoas tendem a atrasar o investimento não apenas porque o juro real está mais alto, mas também porque há mais incerteza na economia.

Valor: Dadas as denúncias contra o presidente Michel Temer, ele deve ficar ou sair do governo?

Werlang: Eu entendo da área de economia, eu não entendo da área de política. Eu prefiro não dar opinião sobre o assunto. O que eu posso comentar é o efeito da permanência de Temer.

Valor: E qual é esse efeito?

Werlang: A permanência dele dificulta a aprovação de medidas que são importantes, como a reforma da Previdência. Ele vai ter necessidade de lidar com outros assuntos que não as reformas. São muitos assuntos simultâneos, e eles vão tirar o foco das reformas.

Valor: Então seria melhor, do ponto de vista do andamento das reformas, a saída de Temer?

Werlang: Sinceramente, eu não sei, porque não sei quais seriam as alternativas para presidente a ser eleito indiretamente. Eu não tenho certeza se ele sair aceleraria as reformas ou não. Dependeria de quem e com qual coalizão essa pessoa escolhida indiretamente chegaria lá.

Valor: O BC vinha cortando os juros e se cogitava uma aceleração do ritmo dos cortes para 1,25 ponto na reunião de maio. Com a crise política, o BC preferiu manter o ritmo de um ponto e indicou que pode reduzi-lo para 0,75 ponto. Ele agiu corretamente, mesmo com a atividade fraca e a INFLAÇÃO abaixo da meta?

Werlang: Acho que sim. Foi uma decisão muito acertada. Não foi um excesso de preciosismo. A cautela era necessária. A taxa de juro de longo prazo não caiu. O BC pode até cortar a Selic abaixo da taxa de juro de longo prazo. Se ele fizer dois cortes de 0,75 ponto percentual, o número final já vai estar abaixo da taxa de longo prazo.

Valor: O que o Copom deve fazer daqui para frente?

Werlang: Acho que ele deve cortar 0,75 ponto e deixar a possibilidade de cortar talvez mais 0,5 ou 0,75 ponto na próxima, mas não muito mais do que isso. Dá para ficar um pouco abaixo da taxa de longo prazo? Dá, porque nós estamos com a INFLAÇÃO abaixo da meta. Mas, na hora que começar a rodar mais próxima de 4,5%, ele vai ter que elevar de novo, para evitar que a INFLAÇÃO continue subindo.

Valor: Há quem diga que os juros podem cair muito para ficar bem abaixo da taxa neutra, ou da taxa de longo prazo. Não é bem assim?

Werlang: Bem abaixo eu não sei, mas abaixo eu até entendo que possa ficar no curto prazo, sei lá quanto tempo a economia vai demorar para reagir, seis meses, talvez um pouco mais. Acho que pode ficar abaixo da taxa neutra, mas não se pode ficar muito abaixo.

Valor: Na sua cabeça, a Selic poderia cair até 8,75%, 8,5%?

Werlang: Eu diria que 8,75% já é um número forte, mas poderia chegar lá, porque a INFLAÇÃO está bem abaixo da meta. Eu faria dois cortes de 0,75 ponto e pararia aí [em 8,75%]. Nós estaríamos com a taxa real de curto prazo abaixo da taxa neutra. Uma Selic de 8,75%, comparada com uma INFLAÇÃO de 4% para os 12 meses seguintes, dá um juro real de 4,6%. Isso é mais de ponto percentual abaixo do 5,7% da taxa de longo prazo. Está de bom tamanho. É claro que, se a economia estiver demorando muito a reagir, a taxa possa cair ainda mais.

Valor: O sr. acha que ele demorou muito para começar a cortar a Selic?

Werlang: Ele poderia ter começado uma reunião do Copom antes. Mas nós estamos falando de pouca coisa. Ele não está muito atrás da curva. Se tanto, 0,25 ponto e olhe lá. O ritmo que o BC impôs está bastante adequado.

"Nós não podemos reduzir a meta de INFLAÇÃO enquanto não resolvermos a parte fiscal"

Valor: O CMN deve reduzir a meta de INFLAÇÃO de 2019 para 4,25% na reunião do dia 29. É uma boa ideia?

Werlang: Eu não acho uma boa ideia, não. Eu já escrevi vários artigos sobre isso e repito. A ideia de baixar a meta de INFLAÇÃO, que está na cabeça de muita gente, é que um número mais próximo de 3%, mais ou menos a média da meta dos emergentes, é melhor do que 4,5%. Mas eu discordo profundamente desse raciocínio para o caso brasileiro.

Valor: Por quê?

Werlang: No caso brasileiro, o grande problema é fiscal. Nós temos um problema fiscal enorme, que precisa ser resolvido. E esse problema fiscal enorme é resolvido mais facilmente com um pouquinho mais de INFLAÇÃO. Tipicamente, o que é o nosso problema fiscal? Há muitas despesas fixas nominalmente, como salários do funcionalismo. É um exemplo, mas há outras que são fixas nominalmente. Você precisa ter um pouquinho mais de INFLAÇÃO para que, em termos reais, se consiga diminuir essas despesas um pouco mais rapidamente. Mas tem que ser pouca coisa, por um motivo muito simples.

Valor: Qual motivo?

Werlang: Você não consegue ficar com uma INFLAÇÃO de 10% estável em lugar nenhum do mundo. Isso causa uma instabilidade danada. Mas com 4%, 4,5%, 5%, nós já ficamos por muito tempo. Isso mostra que nós conseguimos ter um número próximo desses sem que a INFLAÇÃO comece a subir de novo, sem que comece a haver uma cascata de reajustes. Então nós temos que ter uma meta de INFLAÇÃO um pouco superior a de outros países do mundo enquanto nós tivermos essa rigidez institucional de gastos. Acho que 4,5% é um número que já está bom. Nós precisamos que essas despesas sejam diminuídas em termos reais.

Valor: Mesmo um corte pequeno, para 4,25%, seria uma má ideia?

Werlang: Acho que seria um sinal ruim, porque é um sinal de que você está querendo diminuir a meta. Na verdade, nós não podemos reduzir a meta enquanto não resolvermos a parte fiscal, enquanto não arrumar essa institucionalidade. No Brasil, é proibido cortar salário nominal. Vamos ser objetivos. Como é que foi feito o ajuste em Portugal, na Espanha e na Irlanda? Foi feito com corte de salários. A vida continuou e equilibrou o governo. Nós não podemos fazer isso aqui. Se não pode fazer isso, estruturalmente a INFLAÇÃO tem que ser maior do que nesses outros países que têm essa possibilidade.

Valor: Qual é a sua preocupação com a situação fiscal? A dívida bruta deve continuar a subir com força nos próximos anos.

Werlang: É grande. Por causa disso, é fundamental aprovar a reforma da Previdência. Mas, se a trajetória da dívida mostrar que o endividamento vai subir e depois cair, não há problema. A questão é que para isso é necessário ter tranquilidade de que as instituições estão funcionando, de que fiscalmente nós teremos espaço para retomar aos poucos os superávits primários maiores, para gerar esse excesso e fazer cair a relação entre a dívida bruta e o PIB.

Valor: Se ficar a expectativa de que não vai aprovar a reforma da Previdência, pode haver uma correção, um aumento do risco e um câmbio mais desvalorizado?

Werlang: Pode sim. Mas, se continuarem com as privatizações, se continuarem acertando várias legislações nos diversos setores que ainda precisam ser consertados - é preciso mudar a lei do gás, por exemplo - se continuarem com as concessões e PPPs, se aprovarem uma reforma trabalhista, talvez isso nos ajude a chegar no ano que vem com menos dano na economia, embora nada substitua o ponto fulcral que é a reforma da Previdência. Nesse cenário, desde que todas as outras coisas tenham sido aprovadas, a economia talvez consiga chegar no ano que vem com um crescimento esperado na faixa de 1% a 1,5%, mesmo sem aprovar uma reforma da Previdência.

Valor: Se a reforma da Previdência não for aprovada, serão necessárias tomar outras providências no front fiscal, como acabar com desonerações mais cedo do que se esperava, ou mesmo elevar impostos?

Werlang: Alguma coisa poderá ter que ser feita sim. Acabar as desonerações eu acho que quase com certeza. Aumentar imposto já é meio confuso, porque o nosso problema não se resolve. Se você aumentar o imposto hoje, daqui a dois ou dois ou três anos vai ter que aumentar de novo. O problema todo é que os gastos continuam subindo muito acima do PIB, por causa das despesas da Previdência e do envelhecimento da população. E já temos uma receita muito alta, que é comparável à dos países da OCDE [Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico].

Valor: Além da questão fiscal, o que o Brasil precisa fazer para crescer de modo sustentado a um ritmo mais elevado?

Werlang: São essas outras reformas que estão na agenda do governo. Nós temos que voltar a ter o setor privado com tranquilidade para investir. Isso ocorre com duas coisas. Em primeiro lugar, estabilidade macroeconômica, para se poder fazer previsão de longo prazo. Se você vai fazer um investimento e vai ter o retorno a partir de dez anos, é necessário poder fazer uma previsão para dez anos com alguma tranquilidade. Essa é a primeira coisa. A segunda coisa é que a regulamentação dos diversos setores esteja bem sólida do ponto de vista institucional. Você precisa ter agendas reguladoras com técnicos, bem aparelhadas. E é necessário ter uma legislação boa e estável. Você precisa ao longo do tempo melhorar as nossas leis trabalhistas, que são muito antigas, o que está sendo feito. É uma agenda que a meu ver o governo já está contemplando. O que precisa é não esmorecer.

Valor: Há outras medidas que seriam importantes além dessas que o sr. acabou de citar e da reforma da Previdência?

Werlang: Há sim. Hoje, mesmo depois da devolução de R$ 129 bilhões [ao governo], o BNDES continua com passivo de longo prazo com o Tesouro de R$ 408,6 bilhões. O problema é que isso basicamente paga TJLP [Taxa de juros de Longo Prazo] ao Tesouro, enquanto o custo da dívida é a Selic. Seria importante devolver parte desse dinheiro, talvez mais uns R$ 100 bilhões. Não haveria nenhum efeito econômico negativo, e poderia ser feito apenas utilizando o caixa ou vendendo ações da carteira da BNDESPar. No fim de 2016, essa carteira era de R$ 56 bilhões, formada em grande parte por papéis com liquidez, que podem ser alienadas com facilidade. Esse passivo custa muito - mais de R$ 13 bilhões por ano, considerando a diferença entre a Selic e a TJLP, que hoje é bem menor do que já foi no passado. Seria muito útil devolver esses recursos porque não teria impacto econômico nenhum no curto prazo, deixaria de custar ao Tesouro a diferença de juros e ainda reduziria a dívida bruta.

Valor: No dia 8, o ministro Henrique Meirelles disse que, num cenário de retomada, "não é o momento de retirada de recursos do banco de desenvolvimento que financia investimentos de longo prazo".

Werlang: Acho que é o caso de devolver. Com esses recursos, o BNDES está muito acima do tamanho normal do banco, anterior a 2008. O banco não precisa ter tudo isso porque o Programa de Sustentação de Investimento [PSI] não está mais ativado. Basicamente, o grande aumento do BNDES foi no PSI.
Top