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Notícias do Mercado de Seguros

​Previdência acumula rombo de R$ 52 bi no ano
Qua - Maio 31, 2017 3:59 pm  |  Artigo Acessos:9893  |  A+ | a-
Fonte: O Estado de São Paulo

Nos quatro primeiros meses do ano, déficit do setor aumentou 38,7%; com desemprego alto, menos trabalhadores contribuem e receitas caem.

Em meio aos esforços do governo para encaminhar a reforma da Previdência no Congresso, o rombo do INSS ficou próximo de R$ 12 bilhões no mês passado, conforme dados divulgados ontem pelo Banco Central. O valor é o maior já registrado para um mês de abril em toda a série histórica, iniciada em 1998.

Em apenas quatro meses de 2017, a Previdência já acumula déficit primário de R$ 52 bilhões, o que representa crescimento de 38,7% em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado.

A dificuldade do setor público em fechar as contas da Previdência está se agravando desde pelo menos o segundo semestre de 2015, em paralelo ao aumento do desemprego. Com menos trabalhadores formalizados contribuindo mês a mês para o INSS, as receitas do sistema diminuíram consideravelmente.

E, como as pessoas continuam a se aposentar - com uma sobrevida a cada ano maior -, o volume de pagamentos de benefícios e aposentadorias só aumentou no período. Com isso, o rombo do sistema mais que dobrou na comparação com a média dos anos anteriores.

A estimativa oficial da equipe econômica é de que o rombo da Previdência Social chegue à casa dos R$ 185 bilhões em 2017, o que, se for confirmado, representará uma alta de 21% em relação ao último ano. Os dados do BC divulgados ontem mostraram que nos 12 meses até abril deste ano o INSS está deficitário em R$ 164,24 bilhões.

Essa sangria da Previdência tem prejudicado o esforço do setor público - que reúne governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência), Estados, municípios e estatais (com exceção da Petrobrás e da Eletrobrás) - para equilibrar as receitas e as despesas.

Em abril, por exemplo, o setor público registrou superávit primário de R$ 12,91 bilhões - o primeiro em dois meses e o melhor para abril desde 2015. Esse resultado foi possível porque o governo central obteve um superávit primário de R$ 11,45 bilhões, puxado pelo governo federal, com receitas superando as despesas em R$ 23,66 bilhões.

Essa "economia" do governo mais do que compensou o rombo de R$ 12 bilhões da Previdência em abril.

O problema é que abril é, sazonalmente, um mês favorável para os governos porque a arrecadação de impostos cresce.
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