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DATA: 2010-07-30 11:17:27
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Empresas ajudam Bradesco a retomar espaço no crédito
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Concessões para pessoas jurídicas tendem a aumentar com projetos de investimento. A demanda das empresas por recursos destinados a investimentos levará o Bradesco a adotar uma nova postura em relação às concessões de crédito para o segmento. Apesar do desafio, o presidente da instituição, Luiz Carlos Trabuco Cappi, vê uma oportunidade de recuperar espaço no mercado de crédito. "O atual cenário implica desafios. Vamos ter que enfrentar uma nova realidade do meio empresarial brasileiro", disse referindo-se ao aumento das intenções de investimento.
Uma pesquisa feita pelo banco neste mês apontou que a intenção de investimento por parte das empresas que são clientes subiu de 21% no final do ano passado para 38%. No total, 2.500 pessoas jurídicas participaram do levantamento.
Trabuco destaca que, para atender a essa demanda, o banco tem atuado efetivamente nos repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e que possui nível de liquidez adequado para suprir o crescimento do crédito. São nas operações para pessoas jurídicas, mais especificamente para pequenas e médias empresas, que o executivo acredita que os bancos privados já conseguem ser mais agressivos que os públicos. Apesar da agressividade, a participação no mercado de crédito do Bradesco em junho ficou em 12,62%, mesmo patamar registrado em maio e no primeiro trimestre.
Mesmo sem ter recuperado o espaço perdido para os bancos estatais - que avançaram na crise -, é no empréstimo para pequenas e médias que a instituição apresenta a maior expansão no crédito. A carteira de empréstimo a esse público somava em junho R$ 72,315 bilhões, valor 21,4% maior que o registrado nomes mo mês de 2009.
No total, incluindo as operações para pessoas físicas e grandes empresas, que cresceram, respectivamente, 5% e 20,7%,o Bradesco detinha em junho último uma carteira de crédito de R$ 244,788 bilhões, avanço de 15% em relação a igual mês do ano passado. Ao incluir as debêntures e notas promissórias que foram compradas pelo banco, o total de empréstimos e operações que representam risco à instituição sobem para R$ 258,614 bilhões, alta de 15,3%.
O crescimento do crédito, aliado à queda nas despesas com as provisões para devedores duvidosos, contribuiu para a elevação do lucro do Bradesco no segundo trimestre do ano. O resultado foi de R$ 2,405 bilhões, um crescimento de 4,5% superior ao registrado entre abril e junho do ano passado.
Entre janeiro e junho, o banco acumula lucro de R$ 4,602 bilhões, crescimento de 16,4% na comparação com igual período de 2009. Ainda no campo dos desafios para o futuro, Trabuco avalia que a mobilidade social fará com que o Bradesco passe a criar novos produtos e serviços para atender as classes ascendentes.
Entre as áreas que devem ser afetadas, cita o crédito imobiliário, o financiamento de veículos, cartões e previdência. Na avaliação de analistas, o resultado do banco foi positivo. Laura Lyra Schuch, da Ativa, destaca que o Bradesco, devido à sua escala, está bem posicionado para enfrentar a expansão. Em relatório da Link, da analista Mariana Taddeo, o destaque foi o crédito maior com inadimplência menor.
Os atrasos acima de 90 dias equivaliam a 4% da carteira em junho. A expectativa é que o indicador caia a 3,6% ou 3,7% até dezembro.
Fonte: Brasil Econômico
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